terça-feira, 29 de janeiro de 2013

UM TOQUE NA ESTRELA

Livro excelente que estará no próximo
SEBO SOLIDÁRIO 2013

Medo da velhice? Ou quando ela começa? os velhos já nascem assim? E os jovens?
Quando termina a velhice? Ela tem sinais próprios? E aos 30 - 40 anos o que acontece? E velhice é sinal de morte?
Questões e mais questões feitas e desfeitas. O que é tudo isso? Temer, fugir, desistir? Ah, nunca!
UM TOQUE NA ESTRELA de Benoît Grooult, publicado pela Record e best seller na França. Um livro, realmente, espetacular. Real e lucidamente muito bom. Realisticamente de verdade, pois nunca vimos um livro que fala desses assuntos - idade- de uma forma tão real, até divertida, esclarecedora. Pode ter algumas questões que não "batam com nossos santos" ou com nossas crenças de ver e viver a vida, mas vale por muitas outras coisas. 
Não é um livro médico, mas ajuda!
Não é um livro de dicas e sugestões, mas cutuca o que é necessário!
Não é um livro aterrizador, mas fala de algo que não gostamos de falar com toque, até, poético!
Benoît Groult, em forma de romance fala de uma geração de mulheres ante, durante e pós movimento feminista.
Todo o livro é sutil, sensível e preza a vontade de viver.
Algumas frases, impossível citar todas.
De Alice, a personagem mais velha: "Em suma, o crime de ser velha. Cometi o erro de continuar uma militante fervorosa e de não ser mais uma garota. Falha dupla!
Alice é jornalista e desabafa sobre a revista onde trabalhava: "Quando, excepcionalmente, surge uma pauta sobre a idade, a orientação é só entrevistar casais velhos que se prestem à hipocrisia: 'Decidimos envelhecer em plena forma, comprar uns Nikes para os nossos 90 anos e comemorar o centenário engatinhando, para alegria dos nossos bisnetos'. Nem é preciso dizer que se alguém, por milagre, conseguir ficar de gatinhas aos 90 anos, assim vai permanecer! A menos que chamem os bombeiros."
Mais de Alice: "Julgamos transmitir grandes coisas a nossos filhos, e às vezes é por lembrancinhas de nada que permanecemos na sua memória."
De Marion, filha de Alice, aos 40 anos (por aí): "...danço sozinha pela alegria de dançar e me sinto livre pela primeira vez na vida... Sorrio de prazer, sinto vontade de gritar: 'Pronto mamãe, olha, tenho o dom. Aconteceu, mamãe: Olha! É o milagre de Lourdes, não estou mais paralisada...' É como se eu tivesse me livrado de um sortilégio, do remorso lancinante de nunca ter me aventurado. Nunca soube? nunca consegui? Nunca entendi o que me bloqueava desde a adolescência. Uma timidez doentia?..."
A personagem, mais para entidade Moira (destino): "O que vem ao mundo para nada abalar, não merece consideração nem paciência".
Mais de Moira: "Nunca tive pressa de ver meus protegidos desaparecerem. Eu me apego a eles. Não deveria. Mas amo você o suficiente, Alice, para admitir que desista, porque você soube agarrar as suas oportunidades e todas as que eu pude oferecer..."
Segredo:- o final do livro pode ser contado através de mensagem, para quem quiser, claro!

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